Há tanto a saber sobre estilo: por que ter estilo, qual o sentido do mesmo? Seria talvez a beleza? O estilo nos desvia do utilitarismo estéril, confere, de algum modo, um sentido oculto às nossas ações; tem uma ligação com o ritual, mas não se limita a ele. É um amplo espectro de sentidos que orienta nossas ações e reforça nossa individualidade.
A arte é a fonte primeira do estilo, seguida pela intuição; de todo modo, deixar-se guiar por ele torna mais completa a vida do homem, separando-o da grei amorfa. Demonstra que ele teve o cuidado de embelezar suas ações e palavras.
O estilo em um homem colore sua alma, é deveras agradável e engrandece a sociedade como um todo, tingindo-a de uma complexidade estética que os mestres tecnocratas procuram tanto abolir. Eleva-o e eleva também os que estão ao seu redor.
As tentativas de estilo são mormente ridicularizadas; contudo, nós, homens de espírito, não devemos nos deixar tolher por causa disso. Cabe-nos transpor os limites daqueles que têm a alma cinza, pois é da arte que flui o estilo, e um mundo sem arte não é humano.
segunda-feira, 7 de julho de 2025
Estilo
segunda-feira, 12 de junho de 2023
A Luz da Sabedoria
A Sabedoria, um conhecimento inefável que salva o homem de muitos trabalhos e é refrigério para aqueles que mesmo tarde se disporem a andar pelos trilhos de sua disciplina.
Através da Sabedoria colhemos os frutos da árvore da imortalidade, uma alma pura, uma linhagem bem-criada e um entendimento distinto, incorrupto pelo vagalhão de sensualidades que é o nosso mundo.
Sendo tão bom, por que tão poucos meditam nela? Não é ela em si. Hoje, poucos homens meditam em absoluto, imersos nesses estímulos infinitos, menos ainda nos pensamentos que rodam em seus corações, pouco refletimos em nós mesmos, ou se refletimos, ainda assim somos permeados de estímulos externos, não é uma reflexão profunda.
Se somos estultos a ponto de pouco ouvir e refletir sobre nossas próprias almas, que dirá sobre a Sabedoria? Essa fonte de luz mais luminosa que o sol, porém ela só resplandece como a aurora no espírito daqueles que a buscam, ela não se compadece dos negligentes e orgulhosos, esses tais, vindimam somente a ruína nas mãos dos que os espreitam, pois, a Sabedoria não os acolheu em seu seio protetor.
Cientes disso, devemos fazer cessar esses estímulos, ao menos por um tempo, e refletir profundamente na joia indefectível que a Sabedoria é para nós, no caminho reto que se descortina perante nós quando a Sabedoria dissipa a neblina da ignorância de nossos olhos, a perseverança na busca desse conhecimento nos assegurará uma vida mais pura, mais bela, mais simples.
domingo, 14 de agosto de 2011
Atitude filosófica
Calor do idealismo, Valores graníticos.
A verdade é que sempre identifiquei-me com o passado e meus anseios sempre foram o de ter nascido em épocas de antanho, por várias razões, sendo os valores a principal.
Consigo ver o homem antigo como menos materialista, ganancioso, indulgente com os prazeres sensuais e imoderado, vai em minha alma, qualquer coisa símil ao espírito desses homens, e quando confronto-me com a dura realidade do presente degenerado, fraco, entregue à mais sórdida das sortes, meu desejo mais profundo seria retroceder no tempo.
Eis onde a filosofia age, para salvar-me de uma existência fútil e vulgar, pervadida de um pessimismo tolo, desconstruidor, que faria-me naufragar em um oceano de lamentações e fracassos.
A filosofia proscreve tudo quanto é contrário à razão, o desejo de mudar o imutável é plenamente ilógico, eis o porque a maioria dos filósofos julga insensatez sentir remorso por exemplo, o ato de se remoer aquilo que já é passado, não faz sentido algum do ponto de vista racional, no meu caso seria a inconformidade com o mundo moderno, e tal qual o remorso, o meu aborrecimento em ter nascido na época em que nasci, é uma estultícia completa.
E o conformismo é outro sintoma da modernidade que eu paradoxalmente caí, as pessoas não querem assumir responsabilidades por suas falhas, quando elas acontecem essas pessoas sempre tratam de arrumar um culpado para se eximirem de sua ignomínia, seja ele Deus, a natureza, a sociedade, o sistema, e qualquer outro culpado que esteja ao alcance.
Há um paradigma miserável de raciocínio que se erigiu na maioria das pessoas hoje, elas agem já com qualquer escusa em mente, mesmo antes de começar a ação, e se eventualmente essa ação vier a falhar essas pessoas tem seus alvos prontos a quem outorgar a culpa.
A verdade é que esse é um modo de pensar de fracos, e que essas pessoas ao jogar sua responsabilidade pelo fracasso em alguém ou algo tentam apenas dissimular seus próprios defeitos, são pessoas desorganizadas, viciosas, indulgentes consigo mesmas, indisciplinadas, desvirtuadas. E não querendo reconhecer a própria mediocridade, tratam logo de lançar a culpa sobre um outro fator caso suas vidas se tornem um fracasso.
Isso é o que me previne de sair vociferando contra minha condição, e de lamentar meu destino, o correto é sempre buscarmos construir o que nós achamos belo, e nos definirmos por aquilo que somos a favor e não contra, ao invés de tentar destruir o que se odeia, é sempre melhor tentar construir o mundo que amamos.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Amor é aristocrático
O amor é aristocrático, não encontrá-lo-ás em qualquer esquina, e o fato dele estar na boca dessas almas vãs é um insulto mesmo a ordem divina que transmuta-se em ordem natural no nosso efêmero plano de existência.
O amor em nosso espírito nada mais é que o sopro celestial dos Deuses ciciando em nossas orelhas o comando marcial que seguimos docilmente, imperativos desse tirano que mormente nos arrasta em seus arroubos.
Arroubos que ribombam o troar magnífico de todas as potências ocultas ao homem. D'outro modo, como se inteligiriam esses clarões que por vezes fulguram nos atos dos homens, atos de heroísmo, superação, ou simples eterna resiliência. Que aproxima o homem dos Deuses.
O amor é aristocrático, grassa nos corações jovens, sua forma mais pura, o amor além da decadência de nossos corpos mortais, além da imortalidade, além da eternidade, para muito mais além da existência banal da maioria da humanidade vil... da fornicação vulgar dos torpes.
E como explicar essa magnificência espiritual que se denomina amor? Magia, divindade, providência, capricho da natureza, alguma combinação química efetuada em nossos cérebros pelo mero acaso? Que me importa já? Sua existência é indelével, inexpugnável da alma humana. Se é nobre, ama.
Dante Alighieri sentia em si o arrebatamento febril tão intenso, que isso lhe causava tristes pesadelos, mas belíssimos sonhos outrossim, tão virulento foi o assalto amoroso, que em extâse catártico, imortalizou o objeto de suas doces tenções, em duas obras magnas da literatura mundial.
A honra e o amor, entrelaçados, sempre juntos, inerentes perante a natureza, epítome erigida pelos Deuses, um culto a vida... Se tu soubesses o que inspiras em meu peito...
sábado, 25 de dezembro de 2010
Sofia

LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm, Novos Ensaios Sobre o Entendimento Humano, Cap. XXVII, § 3º.
domingo, 24 de outubro de 2010
Laetitia ou Gaudium?
LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm, Novos ensaios sobre o entendimento humano, Capítulo XX, § 7º.
Letícia, é uma alegria efêmera, que pervade nosso espírito como uma doce narcose, fazendo com que todos os desprazeres da vida desvaneçam-se, uma lépida ilusão que homizia a obscuridade do gênero humano e da natureza em geral... temporariamente...
quarta-feira, 28 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Da formação universal [Parte 2]
Friedrich Nietzsche, Sabedoria Para Depois de Amanhã, Inverno de 1870 - 71 - Outono de 1872
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Da formação universal [Parte 1]
Ampliação para dispor do maior número possível de funcionários inteligentes. Influência de Hegel.
Friedrich Nietzsche, Sabedoria Para Depois de Amanhã, Inverno de 1870 - 71 - Outono de 1872

