Há tanto a saber sobre estilo: por que ter estilo, qual o sentido do mesmo? Seria talvez a beleza? O estilo nos desvia do utilitarismo estéril, confere, de algum modo, um sentido oculto às nossas ações; tem uma ligação com o ritual, mas não se limita a ele. É um amplo espectro de sentidos que orienta nossas ações e reforça nossa individualidade.
A arte é a fonte primeira do estilo, seguida pela intuição; de todo modo, deixar-se guiar por ele torna mais completa a vida do homem, separando-o da grei amorfa. Demonstra que ele teve o cuidado de embelezar suas ações e palavras.
O estilo em um homem colore sua alma, é deveras agradável e engrandece a sociedade como um todo, tingindo-a de uma complexidade estética que os mestres tecnocratas procuram tanto abolir. Eleva-o e eleva também os que estão ao seu redor.
As tentativas de estilo são mormente ridicularizadas; contudo, nós, homens de espírito, não devemos nos deixar tolher por causa disso. Cabe-nos transpor os limites daqueles que têm a alma cinza, pois é da arte que flui o estilo, e um mundo sem arte não é humano.
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segunda-feira, 7 de julho de 2025
Estilo
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
Mais um ano
E tudo parece estranho, novas experiências, confirmando velhas ideias, sentir-me compelido a aquiescer à fragilidade humana, e também a sua fortitude, às batalhas que não podemos nem vamos vencer e observar as estruturas e padrões mundanos se repetindo sem fim, seria esse o eterno retorno de Nietzsche? Não, o eterno retorno deve ser algo mais complicado que isso.
Tornar-se consciente de que a vida humana é breve, expurgar os demônios do coração, se arrepender, avançar, ascender e cair de novo, o ciclo eterno, a condição do homem.
Roger Scruton morreu, o filósofo da beleza, confesso que nunca li nenhum livro dele. Apenas assisti ao seu documentário, e sobre a beleza dar sentido a vida, eu concordo totalmente, premissa inclusive adotada por Nietzsche quando se referia a arte.
Lutamos enquanto temos força nos membros, e quando não tivermos mais? E quando tivermos somente nossa mente por nós? Essas perguntas me assombram as vezes.
E quanto ao que construímos de material nesse mundo, de que vale? Em cem anos pouquíssimos de nós seremos lembrados por nossas obras materiais. Em 1000 anos ninguém sequer saberá nossos nomes. Até mesmo nosso milieu cultural será lembrado como uma época de insanidade e vulgaridade.
Mas há uma mensagem nossa que atravessará os éons e infinitude de espaço e tempo, nossos genes. Em 1000 anos nossa mensagem genética, em sua boa parte ainda estará nessa terra, se os humanos existirem.
Por isso que, a despeito da virtude e da moral, materialmente falando, nossa família é importante, são nossos mensageiros através do tempo e espaço.
A vida é mais completa e plena quando se constrói uma família. Essa é a missão do homem, pela eternidade.
domingo, 3 de julho de 2011
Dos Filhos e Poesias
Contexto: No caminho para Saragoça, no capítulo XVI, Dom Quixote encontrara o fidalgo Dom Diogo de Miranda que passava de largo a estrada, e que resolveu fazer companhia ao Cavaleiro da Triste figura, pelo que restava de caminho, ao que entreteram-se em colóquios, e nessas práticas Dom Diogo fizera Dom Quixote saber de sua angústia ao observar que seu filho encaminhara-se para as ciências não muito úteis, segundo ele, da poesia e filologia, ao que Dom Quixote redargüiu-lhe nestes termos.
— Os filhos, senhor — respondeu D. Quixote — são pedaços das entranhas de seus pais, e sejam bons ou maus, sempre se lhes há de querer como às almas que nos dão vida; aos pais cumpre encaminhá-los desde pequenos pela senda da virtude, da boa criação e dos bons e cristãos costumes, para que sejam bordão da velhice de seus pais e glória da sua posteridade, quando forem crescidos; e enquanto a forçá-los que estudem esta ou aquela ciência não o tenho por acertado, ainda que o persuadir-lho não será danoso; e, quando não se tem de estudar para pane lucrando, sendo o estudante tão venturoso, que recebesse do céu pais que lhe deixem haveres, seria eu de parecer que o não impedissem de seguir a ciência para que se inclina, e ainda que a da poesia é menos útil do que deleitosa, não é das que desonram os que a possuem.
A poesia, no meu entender, senhor fidalgo, é como uma donzela meiga, juvenil e formosíssima, que se desvelam em enriquecer, polir e adornar outras muitas donzelas, que são todas as outras ciências, e todas com ela se hão de autorizar; mas esta donzela não quer ser manuseada, nem arrastada pelas ruas, nem publicada nas esquinas das praças, nem pelos desvãos dos palácios. É feita por uma alquimia de tamanha virtude, que quem souber tratá-la pode mudá-la em ouro puríssimo; não a há de deixar correr quem a tiver por torpes sátiras e desalmados sonetos; não se há de vender de nenhum modo, a não ser em poemas heróicos, em lamentáveis tragédias ou em comédias alegres e artificiosas; não se há de deixar tratar pelos truões, nem pelo vulgo ignorante, incapaz de conhecer nem de estimar os tesouros que nela se encerram. E não penseis, senhor, que chamo aqui vulgo somente à gente plebéia e humilde, que todo aquele que não sabe, ainda que seja senhor e príncipe, pode e deve ser contado entre o vulgo; e assim, quem cuidar a poesia com estes requisitos, terá fama e nome estimado em todas as nações civilizadas do mundo.
E enquanto ao que dizeis, senhor, de vosso filho não ter em grande estima a poesia castelhana, entendo que não anda nisso com muito acerto, e a razão é esta: o grande Homero não escreveu em latim, porque era grego; nem Virgílio escreveu em grego, porque era latino. Enfim, todos os poetas antigos escreveram na língua que beberam com o leite e não foram procurar os idiomas estrangeiros para manifestar a alteza dos seus conceitos; e, sendo isto assim, era razoável que este costume se estendesse por todas as nações, e que se não menosprezasse o poeta alemão que escreve na sua língua, nem o castelhano, nem o próprio biscainho que escreve na sua; mas vosso filho, senhor, ao que imagino, não estará de mal com a poesia moderna, mas sim com os poetas que são meros versejadores castelhanos, sem saberem outras línguas, nem outras ciências que adornem, despertem e auxiliem o seu natural impulso; e ainda nisto pode haver erro, porque, segundo opiniões sensatas, o poeta nasce poeta, e com essa inclinação que o céu lhe deu, sem mais estudo nem artifício, compõe coisas que fazem verdadeiro quem disse: "Est Deus in nobis". Também digo que o poeta natural, que se auxiliar com a arte, se avantajará muito ao poeta que só por saber a arte o quiser ser. O motivo disto é que a arte não vence a natureza, mas aperfeiçoa-a; de forma que a natureza e a arte, mescladas, produzirão um perfeitíssimo poeta.
Em conclusão, senhor fidalgo, entendo que Vossa Mercê deve deixar seguir seu filho a estrela que o chama, que, sendo ele tão bom escolar como deve de ser, e tendo já subido felizmente o primeiro degrau das ciências, que é o das línguas, com elas subirá por si ao cúmulo das letras humanas, que tão bem parecem num cavaleiro de capa e espada, e o adornam, honram e engrandecem, como as mitras aos bispos, ou como as garnachas aos jurisconsultos peritos. Ralhe Vossa Mercê com seu filho, se fizer sátiras que prejudiquem as honras alheias, e castigue-o e rasgue-lhas; mas, se fizer prédicas à moda de Horácio, em que repreenda os vícios em geral, como ele tão elegantemente o fez, louve-o, porque é lícito ao poeta escrever contra a inveja e dizer nos seus versos mal dos invejosos, e contra os outros vícios, sem designar pessoa alguma; mas há poetas que, para dizerem uma malícia, se arriscam a ser degredados para as ilhas do Ponto[1]. Se o poeta for casto nos seus costumes, sê-lo-á também nos seus versos; a pena é a língua da alma: como forem os conceitos que nela se gerarem, assim serão os seus escritos; e quando os reis ou príncipes vêem a milagrosa ciência da poesia em sujeitos prudentes, virtuosos e graves, honram-nos, estimam-nos e enriquecem-nos, e ainda os coroam com as folhas da árvore que o raio não ofende, como em sinal de que por ninguém hão-de ser ofendidos os que virem com os seus lauréis honrada e adornada a sua fronte.
[1] - Alusão ao desterro de Ovídio no mar Negro, se bem que o poeta não foi desterrado às ilhas, mas as margens do Ponto.
CERVANTES SAAVEDRA, Miguel de; O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha, Tomo II, Capítulo XVI.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Da mulher Normanda
...Quero falar dessa carne luminosa de rosas fundidas e tornadas fruto sobre faces virginais, dessa pérola de frescura das mulheres Normandas, junto à qual o mais raro nácar das ostras de seus rochedos parece falho de transparência e de umidade. Nessa época, os cuidados da vida ativa, as preocupações do dia a dia deviam ter extinguido no rosto de Jeanne essa tonalidade de lágrimas da Aurora transformando-a num tom mais humano, mais digno da terra de onde saímos e aonde não tardaremos em voltar: o tom melancólico da laranja, pálida e emurchecida. Grandes e regulares, as feições da senhora Hardouey tinham conservado a nobreza que perdera pelo casamento. Estavam apenas um pouco bronzeadas pelo sol e pelo vento, e salpicadas desses grãos de cevada, saborosos e ásperos, que de resto tão bem ficam ao rosto de uma camponesa. A centenária condessa Jacquilene de Montsurvent, que a conheceu, e cujo nome aparecerá muitas vezes nestas Crônicas do Oeste, contou-me que era sobretudo nos olhos de Jeanne-Madelaine que se reconhecia a Feuardent. Por qualquer outro traço, seria possível confundir a mulher de Thomas Le Hardouey com as camponesas dos arredores, com essas magníficas mães de soldados que deram ao Império os seus mais belos regimentos, mas pelos olhos não! Não havia engano possível. Jeanne tinha os olhos de falcão da sua raça paterna, as grandes pupilas de um azul índigo, carregado, escuro como as profundezas mais recônditas do pensamento, e que eram tão características dos Feuardent como os esmaltados do seu brasão. Não há como as mulheres ou os artistas para reparar nestes pormenores. Naturalmente, tinham escapado a mestre Louis Tainnebouy, como muitas outras coisas, de resto, quando me contou a história que mais tarde completei, naquela charneca de Lessay onde nos encontramos. Ele, o meu rústico criador de gado, julgava um pouco as mulheres como julgava as bezerras do seu rebanho, como os pastores romanos deviam julgar as Sabinas que tomavam nos seus braços nervosos; só vira nela os sinais de força e as aptidões da saúde. Com a sua estatura média, mas harmoniosa, as suas ancas e seios proeminentes, como todas as suas compatriotas cujo destino é serem mães, se Jeanne não parecera a mestre Tainnebouy uma mulher bela, impressionara-o ao menos como sendo uma bela mulher.
Por isso, quando me falou dela e se bem que Jeanne tivesse morrido já havia vários anos, o seu entusiasmo de boieiro Normando exaltou-se e atingiu vibrações soberbas.
— Ah! senhor — dizia-me, batendo com o cajado de freixo nas pedras do caminho — era um belo pedaço de mulher! Era preciso vê-la a regressar do mercado de Coutances, no seu cavalo baio, um cavalo inteiro, violento como a pólvora, e sozinha por minha fé! Como um homem, levando na mão o seu chicote de couro negro, de punho envolto em seda vermelha, com o seu corpete de pano azul e a saia de amazona aberta de lado e presa por uma fiada de botões de prata! Arrancava chispas ao pavimento, senhor! Não havia em todo o Contentin uma mulher que se lhe pudesse comparar!
D'AUREVILLY, Barbey, Enfeitiçada, Capítulo V, página 83.
Onde os fracos não tem vez
Um filme que fala aos homens, com a linguagem da fábula, das forças desencadeadas do Apocalipse que avança...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Rótulos e moralidade
Dos artistas que ouço, muitos deles são repetitivos, alguns no bom sentido outros não, parece que uma vez que rotulam sua música, ela tem de manter-se fiel ao rótulo até o fim. Os motivos são vários, fidelidade a uma sub-cultura, lucro, amor aos fãs entre outros.
Poucos artistas são capazes de ousar, poucos são descompromissados, e poucos colocam a criatividade acima de tudo, poucos tem culhões para isso.
Acho que esse é o problema de misturar arte e dinheiro, quero dizer, uma vez que você ganha muito dinheiro com um álbum escrito de certa maneira, muito dificilmente você irá mudar esse estilo porque as perspectivas de dinheiro turvam sua mente. Ainda que seu espírito te incline a mudar de estilo.
Rotular-se é a pior coisa que um artista pode fazer, exceto se quiser levar alguma causa ao peito ou coisa parecida, mas na arte pela arte, o rótulo é coisa nociva.
Na arte é onde o homem atinge sua liberdade plena, pode fazer o que quiser, não há limites, os rótulos deturpam isso e põe grilhões nas suas juntas.
O que se diz dos rótulos pode-se dizer da moralidade(ou politicamente correto).
É tolice querer analisar a arte numa perspectiva moral, a não ser que ela seja posta em certo contexto, a arte é amoral, ilimitada, infinita.
Moralizar a arte ou censurá-la, é escravizá-la, ou rebaixá-la ao nível vulgar, nenhum juiz de direito jamais terá legitimidade em julgar qual arte é boa ou não, porque a arte está além do poder dele, ele pode fingir que julgou, pode mandar prender o artista, mas a arte será sempre livre, a arte é mais poderosa que a repressão da democracia brasileira, e nenhum juiz jamais conseguirá destruí-la.
Todo meu apoio a Danilo Gentili:
http://danilogentili.com/
http://twitter.com/DaniloGentili
Viva a liberdade de expressão, abaixo a censura na internet.
Poucos artistas são capazes de ousar, poucos são descompromissados, e poucos colocam a criatividade acima de tudo, poucos tem culhões para isso.
Acho que esse é o problema de misturar arte e dinheiro, quero dizer, uma vez que você ganha muito dinheiro com um álbum escrito de certa maneira, muito dificilmente você irá mudar esse estilo porque as perspectivas de dinheiro turvam sua mente. Ainda que seu espírito te incline a mudar de estilo.
Rotular-se é a pior coisa que um artista pode fazer, exceto se quiser levar alguma causa ao peito ou coisa parecida, mas na arte pela arte, o rótulo é coisa nociva.
Na arte é onde o homem atinge sua liberdade plena, pode fazer o que quiser, não há limites, os rótulos deturpam isso e põe grilhões nas suas juntas.
O que se diz dos rótulos pode-se dizer da moralidade(ou politicamente correto).
É tolice querer analisar a arte numa perspectiva moral, a não ser que ela seja posta em certo contexto, a arte é amoral, ilimitada, infinita.
Moralizar a arte ou censurá-la, é escravizá-la, ou rebaixá-la ao nível vulgar, nenhum juiz de direito jamais terá legitimidade em julgar qual arte é boa ou não, porque a arte está além do poder dele, ele pode fingir que julgou, pode mandar prender o artista, mas a arte será sempre livre, a arte é mais poderosa que a repressão da democracia brasileira, e nenhum juiz jamais conseguirá destruí-la.
Todo meu apoio a Danilo Gentili:
http://danilogentili.com/
http://twitter.com/DaniloGentili
Viva a liberdade de expressão, abaixo a censura na internet.
terça-feira, 16 de junho de 2009
A potência da arte
Por vezes, em uma sociedade técnica como a atual, menospreza-se a arte e a cultura como ofícios de ordem inferior, ou mais claramente, acha-se que a arte é qualquer coisa dispensável... e que a arte é apenas um passa-tempo, entretenimento, como eles chamam atualmente... Pobres diabos, são ineptos o suficiente para não observarem o ambiente em torno de si, e como ele é moldado pela arte.
Finlandia, Op. 26 é um poema sinfônico composto por Jean Sibelius, e usado como forma de protesto camuflado contra a ocupação russa na época do Grão Ducado da Finlândia.
Hinos como esse inflamavam os corações dos jovens, e o grito por liberdade ecoava nos salões.
O suporte ideológico da maioria das idéias se dá exatamente através das artes, sob uma ótica artística nada parece abominável, até mesmo o "feio" é glorificado.
Maio de 68, mais uma vitória... artística? A verdade é que, o que os revolucionários de 68 sonharam(culturalmente falando) está acontecendo ou já aconteceu ponto por ponto nos dias de hoje. Isso poderia ter sido feito sem a ajuda dos artistas? Jamais.
A verdade é que antigamente e principalmente nos dias de hoje, e mais ainda no futuro, quem trouxer as artes, as belas artes, para si e para os seus, estará um passo a frente na conquista do poder.
Eis o porque os direitistas,conservadores, esquerdistas e centristas são tão insossos para a juventude, carecem de justificativas artísticas.
São posições que já recendem o mofo da velhice, e a juventude não se identifica com isso.
O próximo imperador, ditador ou conquistador terá de explicar-se culturalmente a juventude, talvez ela o aceite se ele for brilhante nisso, mas contemplando o mundo retrospectivamente, é possível contar nos dedos tais homens de potência, portanto é mais provável que a juventude rejeite qualquer governante(que não seja um mentiroso ignóbil) que se preste a comandar, nas décadas vindouras.
Finlandia, Op. 26 é um poema sinfônico composto por Jean Sibelius, e usado como forma de protesto camuflado contra a ocupação russa na época do Grão Ducado da Finlândia.
Hinos como esse inflamavam os corações dos jovens, e o grito por liberdade ecoava nos salões.
O suporte ideológico da maioria das idéias se dá exatamente através das artes, sob uma ótica artística nada parece abominável, até mesmo o "feio" é glorificado.
Maio de 68, mais uma vitória... artística? A verdade é que, o que os revolucionários de 68 sonharam(culturalmente falando) está acontecendo ou já aconteceu ponto por ponto nos dias de hoje. Isso poderia ter sido feito sem a ajuda dos artistas? Jamais.
A verdade é que antigamente e principalmente nos dias de hoje, e mais ainda no futuro, quem trouxer as artes, as belas artes, para si e para os seus, estará um passo a frente na conquista do poder.
Eis o porque os direitistas,conservadores, esquerdistas e centristas são tão insossos para a juventude, carecem de justificativas artísticas.
São posições que já recendem o mofo da velhice, e a juventude não se identifica com isso.
O próximo imperador, ditador ou conquistador terá de explicar-se culturalmente a juventude, talvez ela o aceite se ele for brilhante nisso, mas contemplando o mundo retrospectivamente, é possível contar nos dedos tais homens de potência, portanto é mais provável que a juventude rejeite qualquer governante(que não seja um mentiroso ignóbil) que se preste a comandar, nas décadas vindouras.
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