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segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Ano Novo 2024

Eis um ciclo que se renova, ao menos em nossas imaginações, mas ainda assim, pode-nos ser útil ao refletirmos sobre onde estamos e aonde queremos ir.

E aqui repito-me, sempre e sempre, esse blog é minha arenga, porque vivo aqui, porque esse é o zeitgeist em que nasci, onde não vejo cultura ou beleza. Minha batalha contra meu tempo.

Não falo de um ponto de vista arrogante todavia, sei que se me extinguisse da terra, nada mudaria de fato, o mundo giraria e os dias se seguiriam. Ainda assim, existo.

Minha vontade crepita. Meu espírito, minha consciência anelam distinção, separação, nobreza. A beleza de uma existência digna de chamar-me "homem", não no sentido baixo da palavra.

Um homem deve lutar contra o culto da morte, da vulgaridade e da feiura. Uma faísca de irmandade e amor ao longo desses anos, que seja uma inundação de luz que traga a nobreza a fronte do homem.

Ainda que não estejam lá, ainda que o mar de lama soçobre as luzes de nobreza que ao longe singram, tu sabes que elas estiveram lá, ciente disso, sabes que esse mar não é tudo que existe, não obstante o desejo dele de fazer acreditares que ele é tudo o que há.

Preserva-te longe dessa imundice, cauteriza as fronteiras de teu espírito, acredita piamente nele, sê fiel a ti mesmo. Não afunde nesse mar, não temas!

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Reflexões 1

Muitas vezes o homem é arrogante no que tange seus objetivos, ou se alcança uma vitória completa e idealizada ou ele é tomado por uma apatia inexorável e solta as rédeas do seu destino, deixando-se levar pela maré do acaso.

Muitos não tem a humildade de reconhecer que porventura suas contribuições para a completação de seus ideais serão exíguas ou pequenas, desanimam.

Remete a parábola do que pequeno pássaro que tenta apagar o incêndio na floresta carregando água em seu bico, esse no entanto persevera, ao contrário do homem acima mencionado.

Quando o ego obseda a mente tendemos a achar que nossos princípios e esforços são em vão por serem humildes e portanto descartáveis e indiferentes, mas não são. Acontece, mormente, que não conhecendo a extensão de nossas forças ou talvez desejando que elas fossem maiores, ou nossas aptitudes fossem mais glamourosas, a apatia e desencorajamento faz o homem descair nas voragens do niilismo, e assim sendo, perde seu verdadeiro 'eu' nas trevas do vício e indolência.

Mas quem faz e trabalha, na medida de suas forças, para o avanço da virtude no mundo e em si, esse se iguala em nobreza a príncipes e cavaleiros. Perante Deus e o universo, não há diferença metafísica no valor da ação, o valor ontológico é atribuído à proporção e não à quantidade.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O Amanhecer



Na primeira manhã de domingo da primavera
podemos ver o exército novamente.
O lamento finalmente terminou,
Uma lebre corre pelo campo.

No monte mais alto do leste
o sol rubro pode ser visto.
É possível ver e desfrutar a tranqüilidade,
do cume do monte, ver a Terra florescer.

A força do sol retornou,
o espírito de carvalho renasceu.
O poder do sol retornou.
O Verão está de volta.


Varg Vikernes

sábado, 25 de dezembro de 2010

Sofia


Sophie, Prinzessin von der Pfalz, também conhecida como Sofia de Hanôver.

...Lembro-me que uma grande princesa, dotada de um espírito sublime, disse um dia passeando no seu jardim que não acreditava houvesse duas folhas perfeitamente semelhantes. Um gentil-homem de espírito, que estava em sua companhia, acreditou que seria fácil encontrar uma; todavia, embora procurasse muito, convenceu-se pelos próprios olhos que sempre se podia notar alguma diferença. Vê-se por estas considerações, até agora negligenciadas, até que ponto na filosofia nos afastamos das noções mais naturais, e como nos afastamos dos grandes princípios da verdadeira metafísica.

LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm, Novos Ensaios Sobre o Entendimento Humano, Cap. XXVII, § 3º.