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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Reflexões 1

Muitas vezes o homem é arrogante no que tange seus objetivos, ou se alcança uma vitória completa e idealizada ou ele é tomado por uma apatia inexorável e solta as rédeas do seu destino, deixando-se levar pela maré do acaso.

Muitos não tem a humildade de reconhecer que porventura suas contribuições para a completação de seus ideais serão exíguas ou pequenas, desanimam.

Remete a parábola do que pequeno pássaro que tenta apagar o incêndio na floresta carregando água em seu bico, esse no entanto persevera, ao contrário do homem acima mencionado.

Quando o ego obseda a mente tendemos a achar que nossos princípios e esforços são em vão por serem humildes e portanto descartáveis e indiferentes, mas não são. Acontece, mormente, que não conhecendo a extensão de nossas forças ou talvez desejando que elas fossem maiores, ou nossas aptitudes fossem mais glamourosas, a apatia e desencorajamento faz o homem descair nas voragens do niilismo, e assim sendo, perde seu verdadeiro 'eu' nas trevas do vício e indolência.

Mas quem faz e trabalha, na medida de suas forças, para o avanço da virtude no mundo e em si, esse se iguala em nobreza a príncipes e cavaleiros. Perante Deus e o universo, não há diferença metafísica no valor da ação, o valor ontológico é atribuído à proporção e não à quantidade.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Overdose de estímulos


Pessoas que nascem cegas jamais tem esquizofrenias ou psicoses, em comparação com as que se tornam cegas durante a vida ou tem histórico familiar de esquizofrenia:


Uma das características dos esquizofrênicos é não saber diferenciar se os estímulos sensoriais captados por seus sentidos, são reais ou não. Essa ausência de distinção de estímulos sobrecarrega a mente do indivíduo, fazendo-o eventualmente perder sua sanidade.

Ao invés nos indivíduos nascidos cegos, ao que parece, a consciência dos estímulos e de onde eles vem torna-se em geral muito superior que a da população saudável e mais ainda em relação aos esquizofrênicos.

Essa ordem, essa distinção cirúrgica de onde os estímulos vem, parece protege-los dessa doença mental específica.

Seria então necessário pensar, a estabilidade, ordem e constância, é o que os protege? É o que nosso cérebro necessita e busca? O equilíbrio e estabilidade?

Nós vivemos numa sociedade que nos afunda numa profusão de estímulos sensoriais, onde nenhum dia é igual ao outro, onde o culto a novidade é o apanágio do homem que busca um pico de prazer após o outro, essa busca incessante estímulos, desordenada, caótica, até o fim da vida, sem nenhum escopo próprio senão alimentar o ego e a carne, de maneira profana por vezes, afinal pensam eles, melhor que os picos de dopamina no intervalo de tua vida sejam muitos e variados e quanto mais melhor, a despeito de qualquer escrúpulo cultural, espiritual ou moral. Tudo é válido.

Não surpreende que nossa época seja a que mais consome antidepressivos e outros tipos de medicamentos dessa sorte. Que homem pode ser saudável assim? Os corrompidos certamente e os que engendraram essa sociedade espúria que vivemos. A maioria sofre, sequer percebe que sofre, uma pílula traz a "felicidade".

O niilismo mata o homem.

Mas uma pergunta sincera é premente ao homem fazer a si mesmo. Pelo que viver? E se os niilistas estiverem certos e o que reina no universo é o caos? Talvez estejam certos, mas certos indícios na natureza revelam que o caos pode existir, mas o que mormente se vê é a tendência da natureza a distinção e ordem, como no exemplo acima nosso cérebro busca e tenta se adaptar em função da perda de um sentido e como o caos sensorial prolongado leva o homem a perda de sua mente. O ciclo circadiano, o equilíbrio nos biomas, a homeostase em nosso corpo. Vários, são os indícios de que a natureza busca a ordem e estabilidade, como efígie de força e saúde.

Ressignifiquemos nossas vidas e sobretudo, tomemos as rédeas de nossas mentes, que muitos entregam de bom grado ao vício e dissolução, nossa sociedade é corrompida e os indivíduos maus usam a tecnologia para alienar o homem de sua verdadeira natureza que é divina e transformá-la na massa sem face, sem identidade, sem história, e esquizofrênica, que são os homens modernos.

sábado, 21 de julho de 2012

Vom Nutzen und Nachteil der Historie für das Leben

Tradicionalismo: embota os sentidos do homem, estiola a vida mesma, muito embora provê raízes ao homem e um senso de pertencimento, sacraliza o passado seja ele bom ou não, e conserva por vezes coisas ou valores que não deveriam ser conservados, pontualmente. Tem sua utilidade, porém não deve dominar a sociedade.

Monumentalismo: Alimenta grandes almas e suas visões, num período de ostracismo, desespero ou cultura artificial, porém ao inflamar o homem e suas visões contra o mundo ou época, cega-o perante as circunstâncias e os métodos de sua situação hodierna, tenta-se recriar as causas para dar azo aos mesmos efeitos de outrora, reviver esses 'efeitos' artificialmente.

História Crítica: Libera o homem do jugo do passado 'ruim', porém libera-o do 'bom' passado outrossim, ata-o a seus contemporâneos, torna-o vil e injusto com a história, julgando o passado em função do presente, julgam... como se para isso tivessem autoridade... essa suposta 'objetividade' e 'frieza' com as quais se obrigam os historiadores modernos, esses operários coletores de documentos que não entendem e não podem entender o que estudam pois não está em sua natureza entender os feitos cometidos por homens de natureza diversa e especial.

A história não existe, existe sim um caos de circunstâncias, e motivos diversos brotados nos corações dos homens, completamente obscuros, mormente aleatórios e movimentados por quaisquer circunstâncias, não nos é permitido desvendar tais motivos por documentos.

A história não existe o que existe é um encadeamento de fatos projetados na realidade por motivos diversos incognitos, esse encadeamento é engendrado na cabeça dos historiógrafos, que assim pretender dar um caráter linear e coerente a história, o 'sentido histórico'.

Não existem leis históricas, essas leis se aplicam apenas as massas e as camadas inferiores da humanidade, são leis movidas a fome e ignorância. O homem excelente escapa a essas leis.

Não existe processo universal ou qualquer sentido histórico, esses conceitos absorvidos e operantes no hegelianismo. Um homem abandonar-se ao processo histórico universal significa rejeitar sua condição mesma humana volitiva e potente, ele se reduziria a ser parte da massa, um animal domesticado, eis o porque o entendimento histórico "científico" hegeliano-marxista é promovido nas universidades do mundo pelos Estados em detrimento de outros entendimentos.

O Estado é um meio, uma ferramenta, o homem não existe em função do meio, e sim o inverso.

Deus não existe... Ou existe? Provavelmente sim, porém a volição divina reduz-se as suas leis naturais(matemática, física), um Deus que não quer muito mais que essas leis e que não opera, não merece ser posto na equação das considerações hodiernas, o trabalho dele está feito, ele não nos concerne mais... A não ser artisticamente.

A questão niilista "para quê?" revela a mentalidade servil daqueles que necessitam de um mestre, orfãos de um poder. Responde-se isso com a Vontade Suprema inata. Não há nada atrás do homem, nada a frente, o sentido de si mesmo está em sua carne, sangue, ossos, cérebro e vontade, o sentido do homem é outorgado de si a si, nada mais.

Não há causa final, se houvesse já teria sido alcançada, o que existe é o infinito, in regressus e progressus, no infinito tudo aconteceu e voltará a acontecer, eternamente.

A história não existe. A utilidade da história para a vida transmuta-se apenas pela arte, a história torna-se então um modo de afirmação da vida. O viver supra-histórico, sem a arte, a história tem muito pouco valor para o homem.

Somente porque a massa adotou uma idéia ou religião durante muito tempo isso não depõe a favor do seu criador, pelo contrário.

O super-homem já surgiu em várias partes do globo, em diversas épocas, em diversas culturas. Célere como o raio, porém o trovão das suas gestas ainda ecoa.

O super-homem é desejável.