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sábado, 25 de setembro de 2021

Comentários sobre a Bíblia #5

 

Josias destruiu assim todos os santuários dos lugares altos que se encontravam nas cidades de Samaria, e que os reis de Israel tinham edificado, para grande cólera do Senhor. Fez deles o que tinha feito do altar de Betel.

Matou todos os sacerdotes dos lugares altos que ali havia, e queimou sobre esses altares ossos humanos. Depois voltou para Jerusalém.

2 Reis 23:19,20

Queimou ossos humanos para profanar esses lugares, assim imagino, mas talvez tal ato poderia ter ainda um significado mais arcano, além da minha compreensão. Afinal o espírito de Deus inspirava o rei Josias. Cabe lembrar, porém que esses lugares altos a que a Bíblia se refere, não eram pagãos em si, apenas altares a Javé, em outras localidades que não Jerusalém, estando assim em desacordo com a lei mosaica, por isso foram destruídos.


Não houve jamais, antes de Josias, um rei que se convertesse como ele ao Senhor, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças, seguindo em tudo a lei de Moisés; nem depois dele houve outro semelhante.

2 Reis 23:25


Aqui vemos, no antigo testamento, que a medida de piedade de um homem é somente ele observar a lei da aliança ou não, quanto mais estrito ele é, mais próximo de Deus, e vice versa. Assim se dá na época dos Reis de Israel e Judá. Isso difere bastante das teorias dos Reformadores e da Própria Igreja, contudo, há a nova aliança por meio de Jesus Cristo, mas no antigo testamento a fidelidade Deus é consumada na observação da lei mosaica.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Comentários sobre a Bíblia #4

Então o copeiro-mor avançou e pôs-se a gritar em hebraico: Ouvi o que diz o grande rei, o rei da Assíria!
 

Isto diz o rei: Não vos deixeis seduzir por Ezequias; ele não vos poderá livrar de minhas mãos.
 

Não vos leve Ezequias a confiar no Senhor, dizendo que o Senhor vos livrará e que esta cidade não cairá nas mãos do rei da Assíria!
Não deis ouvidos ao rei Ezequias! Eis o que vos diz o rei da Assíria: Fazei a paz comigo.

 

Rendei-vos, e cada um de vós poderá comer os frutos de sua vinha e de sua figueira, e beber a água do seu poço, até que eu venha e vos leve para uma terra semelhante à vossa, terra fértil em trigo e em vinho, terra de pão e de vinhas, terra de olivais, de óleo e de mel. Assim salvareis a vossa vida, sem temor de morrer. Não deis ouvidos a Ezequias, pois ele vos engana quando vos diz que o Senhor vos livrará!
 

Puderam porventura os deuses das outras nações livrá-las das mãos do rei da Assíria?
 

Onde estão os deuses de Emat e de Arfad? Onde estão os deuses de Sefarvaim, de Ana e de Ava? Livraram eles Samaria de minhas mãos?
 

Quais são, entre todos os deuses dessas terras, os que salvaram o seu próprio país de minhas mãos, para que o Senhor possa salvar Jerusalém?
 

O povo ouviu em silêncio; não lhe respondeu uma só palavra, porque o rei ordenara que não respondessem.

2 Reis 18:28-36

 

Nos versículos anteriores os oficiais de Ezequias pediram ao Copeiro-mor assírio, que falasse apenas em aramaico, que era a língua em que se fazia as relações diplomáticas à época, mas este fez questão de falar em hebraico para que o povo entendesse suas ameaças, pois a situação era de sítio e o povo sofria privações. Aqui vemos a fria e dura realidade que assola um povo mais fraco perante um mais forte, também surpreende a loquacidade ateísta do Copeiro ao desengano quanto aos deuses. Também vemos a fé da fidelidade a Deus que não é quebrada mesmo sob as piores agruras e ameaças, no silêncio resignado do povo que obedece a seu rei e não retruca aos insultos estrangeiros.

Ora, nessa mesma noite o anjo do Senhor apareceu no campo dos assírios e feriu cento e oitenta e cinco mil homens. No dia seguinte pela manhã só havia cadáveres.
 

Senaquerib, rei da Assíria, retirou-se, tomou o caminho de sua terra e deteve-se em Nínive.
Certo dia, estando ele prostrado no templo de Nesroc, seu deus, seus filhos Adramelec e Sarasar assassinaram-no a golpes de espada e fugiram para a terra de Ararat. Seu filho Assaradon sucedeu-lhe no trono.

2 Reis 19:35-37

De novo surge esse anjo aniquilador na Bíblia, figura que aparecera outras vezes, e que lembra a mão pesada de Deus contra aqueles que o irrita, seria interessante se a Bíblia desse mais detalhes de como é essa criatura celeste, que embora esteja próxima do amor infinito divino, ainda assim suja suas mãos de sangue ao dispensar a justiça divina, mas para uma criatura assim, aniquilar humanos seria muito diferente de pisar em formigas, dada a diferença entre nós e eles? Para essas potestades nós somos pó, redimidos senão unicamente por Deus.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Comentários sobre a Bíblia #3

 

"Gravai, pois, profundamente em vosso coração e em vossa alma estas minhas palavras; prenderás às vossas mãos como um sinal, e levarás como uma faixa frontal entre os vossos olhos. 19. Ensinai-as aos vossos filhos, falando-lhes delas seja em vossa casa, seja em viagem, quando vos deitardes ou levantardes. 20. Escreve-as nas ombreiras e nas portas de tua casa, 21. para que se multipliquem os teus dias e os dias de teus filhos na terra que o Senhor jurou dar a teus pais, e sejam tão numerosos como os dias do céu sobre a terra."
Deuteronômio, 11 - Bíblia Católica Online

Leia mais em: https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/deuteronomio/11/

 As palavras divinas gravadas no coração, passadas de geração em geração, a doutrina de Deus e o povo se tornam um só.

 

"Ninguém vos poderá resistir. O Senhor, vosso Deus, semeará o pânico e o terror de vós em todas as terras onde pisardes, como vos prometeu."
Deuteronômio, 11 - Bíblia Católica Online

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"Como se come a carne da gazela ou do veado, assim comerás essas carnes: poderão comê-la tanto o homem impuro como o puro. 23. Mas guarda-te de absorver o sangue; porque o sangue é a vida, e tu não podes comer a vida com a carne* 24. Não beberás, pois, o sangue, mas o derramarás sobre a terra como água. 25. Não o sorverás, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, por terdes feito o que é reto aos olhos do Senhor."
Deuteronômio, 12 - Bíblia Católica Online

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"Se teu irmão, filho de tua mãe, ou teu filho, tua filha, a mulher que repousa no teu seio, ou o amigo a quem amas como a ti mesmo, tentar seduzir-te, dizendo em segredo: ‘Vamos servir outros deuses’ – deuses desconhecidos de ti e de teus pais, 8. ou deuses das nações próximas ou distantes que estão em torno de ti, de uma extremidade da terra a outra – 9. tu não lhe cederás no que te disser, nem o ouvirás. Teu olho não terá compaixão dele, não o pouparás e não ocultarás o seu crime. 10. Tens, ao contrário, o dever de matá-lo: serás o pri­meiro a levantar a mão para matá-lo, e a levantará em seguida o povo. 11. Tu o apedrejarás até que ele morra, porque tentou desviar-te do Senhor, teu Deus, que te tirou do Egito, da casa da servidão."
Deuteronômio, 13 - Bíblia Católica Online

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"Se ouvires dizer de uma das cidades que o Senhor, teu Deus, te deu para habitação: 14. alguns malvados saíram do meio de vós e seduziram os habitantes de sua cidade, dizendo: ‘Vamos servir a outros deuses’ – deuses que vós não conheceis –, 15. farás um inquérito, buscarás e tomarás sérias informações. Se for verdade o que se disse, se se verificar que uma tal abominação foi realmente cometida no meio de vós, 16. farás passar a fio de espada os habitantes dessa cidade, juntamente com o seu gado, e a votarás ao interdito com tudo o que nela se encontrar."
Deuteronômio, 13 - Bíblia Católica Online

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sábado, 5 de dezembro de 2020

2020

Um ano cheio de percalços, tribulações e desditas, mas ao contrário de outros, não serei leviano ao atribuir tais calamidades ao fado. Não, fora eu meu próprio guia para a escuridão, eu o artífice de meu decaimento, descendo ao tétrico sorvedouro onde minha alma sofre em agonia, por perder-se, esquecer-se de si e corromper-se miseravelmente, escrava dos sentidos e de minha mente irracional ávida por prazeres obliterando-se.

Houveram oportunidades para reflexões sobre nossa condição humana e a aquisição de alguma sabedoria.

E para não dizer que foi um ano ignominioso por completo, houve sim uma ascensão, que foi quebrada e então deu inicio a precipitação.

Comecemos pela precipitação e consequentes desvegonhas.

É preciso confessar, não venci os vícios da gula e da luxúria, ou talvez os tenha vencido mas foi temporariamente.

Luxúria, azorrague esbraseante que aflige o coração dos homens, escurece a alma, deturpa num significado vil o mais sacro ato de amor entre homem e mulher, o próprio ato da concepção, criação de vida, corrompido num mero ato estéril de concupiscência e egoísmo, defraudando qualquer nobreza imbuída aí pela natureza. Que esse vício seja desarraigado de meu ser, pois para mim é sevícia tenebrosa viver nessa Babilônia, e que dor mais pungente participar disso, cego pelo frenesi de meu sangue abrasador. Meu coração contrito sofre profundamente.

Rogo a Deus por uma boa esposa, a quem possa amar e constituir família.

A gula, signo patente do homem remisso, amador de prazeres, um dos vícios mais deletérios, destrói a saúde e a alma. Oferece-nos, não obstante, um exemplo diserto, de como o pecado é, se por um lado as comidas naturais com seu sabor sóbrio alimenta e constrói nossos músculos e ossos, por outro, as comidas artificiais, insalubres, oferecem aos cachões sensações várias, deleitosas, mas que nos enfraquecem, depletam nossa saúde, encurtam nossos anos, mais ainda, cobrem de fealdade o templo de nossa alma, o nosso corpo. Tudo em troca de sensações fugazes, uma fuga da realidade através do prazer dos sabores.

Prefira o alimento que contenha a vida ao invés de tua destruição, a sobriedade é preferível a intensidade.

Assim eu confesso, Deus há de alçar-me de toda essa iniquidade, Ele conhece os recônditos de meu coração. Está comigo, não me abandonará.

Esse ano outrossim adquiri alguma sabedoria como consequência de eventos fatídicos. Nomeadamente, perdi um ente querido.

Fez-me pensar em como erramos pelas eiras da mortalidade, preocupando-nos apenas conosco, negligenciando nosso deveres afetivos, ignorando quem nos causa fastio, exigindo perfeição, nós imperfeitos. Como as pessoas estão cada vez mais frias, como se importam pouco com os outros.

Como o cálido sentimento de amizade é dos mais valiosos e puros, símbolo da virilidade castiça. Quem tem amigos tem tudo que precisa, quem tem uma comunidade, tem raízes, e não é derrubado tão fácil pelos demônios modernos.

Hoje somos escalpelados, se demonstramos nossa humanidade, temos de viver segundo os padrões ditados pela mídia, pseudovalores, dissoluções, sinalização de virtudes e corrupção da alma, a sociedade atual não quer que tu pertenças a grupo algum, senão aqueles aprovados pelo sistema, os politicamente corretos, se não pertencer a esses, eles querem que tu sejas somente um "indivíduo" sem face, sem história, um bom consumidor.

Voltando a meu aprendizado de humanidade, eu creio que perdi um pouco a recalcitrância em demonstrar sentimentos benévolos, a apreciar as pessoas e suas qualidades, a aplaudir, a elogiar sem a pestífera solércia de alguém que busca algo em troca ou tem outro fim ulterior.

Minha alma tornou-se mais afável e agradeço a Deus por ver o erro de meus caminhos de antanho, nesse sentido, tornei-me mais humano.

Diante de tal elocução, devo também reconhecer que nem tudo foram trevas, busquei alteroso os ares excelsos e quase consegui. Antes da fraudemia fechar as academias, tinha vencido a gula e graças aos treinos corporais atingia a melhor forma física de minha vida. Atingia a disciplina também para estudar a sério um livro que há muito desejava. Tudo isso durou até junho. Daí em diante despenhei-me numa voragem descendente que conduziu-me ao oblívio que estou hoje, mas tenho saúde, tenho sabedoria, sei o que devo fazer, a virtude é tangível para mim, e para ti também nobre leitor que dignou-se a ler este humilde texto até aqui, Deus está contigo e te dará forças e virtudes para materializar a visão de tua alma nesse plano material, acreditemos na vitória e confiemos.

Salve Deus!

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

O deserto

Jesus errou pelo deserto 40 dias, essa austeridade a vemos comumente praticada pelos sábios e ascetas ao longo da história. Antão, Milarepa, Gautama, Bodidarma, entre outros.

E não há melhor meio de purificar-se, enfrentar o próprio reflexo, higienizar-se mentalmente, do que retornar a natureza, estar na profunda solitude, nas brenhas eternas onde nossos ancestrais passavam inevitavelmente horas em contemplação ativa. Com a mente focada, una. O passo de seu ritmo mental era vagaroso, seletivo, e permanecia por horas a fio na resolução de um problema, ou no estudo da própria alma.

Os demônios que se levantam da escuridão de nosso inconsciente. Nos ermos eles não tem poder. Nas vastidão agreste onde estamos sós em contemplação, os demônios vem nos tentar, como tentaram Jesus e os outros. Mas estando sós, sem distrações, em contemplação, adquirimos o poder de derrotá-los, pois na vastidão nada há além de nós, nossa alma impoluta, e Deus. Os demônios perdem seu poder, e o homem consegue enxergar a natureza ilusória de seu poder mais claramente.

Como Siegfried ao derrotar o dragão Fafnir, o homem que derrota seu ego retoma o controle de sua mente e torna-se invulnerável às vicissitudes do mundo, impérvio aos assaltos das ilusões da consciência, assim como Siegfried tornara sua pele invulnerável ao banhar-se no sangue do dragão.

Mais facilmente nos ermos enfrentamos nossos dragões, por horrorosos que possam ser, são ilusões sem poder, se os vermos através dos olhos de nossa alma, nosso verdadeiro Eu, despido das cracas dos vícios e pecados que se acumularam pelos anos, veremos que nosso espírito se agiganta perante todas as ilusões e as destrói, se por ele passamos a viver e agir.

Deus está conosco, se escolhermos a virtude.

sábado, 21 de julho de 2012

Vom Nutzen und Nachteil der Historie für das Leben

Tradicionalismo: embota os sentidos do homem, estiola a vida mesma, muito embora provê raízes ao homem e um senso de pertencimento, sacraliza o passado seja ele bom ou não, e conserva por vezes coisas ou valores que não deveriam ser conservados, pontualmente. Tem sua utilidade, porém não deve dominar a sociedade.

Monumentalismo: Alimenta grandes almas e suas visões, num período de ostracismo, desespero ou cultura artificial, porém ao inflamar o homem e suas visões contra o mundo ou época, cega-o perante as circunstâncias e os métodos de sua situação hodierna, tenta-se recriar as causas para dar azo aos mesmos efeitos de outrora, reviver esses 'efeitos' artificialmente.

História Crítica: Libera o homem do jugo do passado 'ruim', porém libera-o do 'bom' passado outrossim, ata-o a seus contemporâneos, torna-o vil e injusto com a história, julgando o passado em função do presente, julgam... como se para isso tivessem autoridade... essa suposta 'objetividade' e 'frieza' com as quais se obrigam os historiadores modernos, esses operários coletores de documentos que não entendem e não podem entender o que estudam pois não está em sua natureza entender os feitos cometidos por homens de natureza diversa e especial.

A história não existe, existe sim um caos de circunstâncias, e motivos diversos brotados nos corações dos homens, completamente obscuros, mormente aleatórios e movimentados por quaisquer circunstâncias, não nos é permitido desvendar tais motivos por documentos.

A história não existe o que existe é um encadeamento de fatos projetados na realidade por motivos diversos incognitos, esse encadeamento é engendrado na cabeça dos historiógrafos, que assim pretender dar um caráter linear e coerente a história, o 'sentido histórico'.

Não existem leis históricas, essas leis se aplicam apenas as massas e as camadas inferiores da humanidade, são leis movidas a fome e ignorância. O homem excelente escapa a essas leis.

Não existe processo universal ou qualquer sentido histórico, esses conceitos absorvidos e operantes no hegelianismo. Um homem abandonar-se ao processo histórico universal significa rejeitar sua condição mesma humana volitiva e potente, ele se reduziria a ser parte da massa, um animal domesticado, eis o porque o entendimento histórico "científico" hegeliano-marxista é promovido nas universidades do mundo pelos Estados em detrimento de outros entendimentos.

O Estado é um meio, uma ferramenta, o homem não existe em função do meio, e sim o inverso.

Deus não existe... Ou existe? Provavelmente sim, porém a volição divina reduz-se as suas leis naturais(matemática, física), um Deus que não quer muito mais que essas leis e que não opera, não merece ser posto na equação das considerações hodiernas, o trabalho dele está feito, ele não nos concerne mais... A não ser artisticamente.

A questão niilista "para quê?" revela a mentalidade servil daqueles que necessitam de um mestre, orfãos de um poder. Responde-se isso com a Vontade Suprema inata. Não há nada atrás do homem, nada a frente, o sentido de si mesmo está em sua carne, sangue, ossos, cérebro e vontade, o sentido do homem é outorgado de si a si, nada mais.

Não há causa final, se houvesse já teria sido alcançada, o que existe é o infinito, in regressus e progressus, no infinito tudo aconteceu e voltará a acontecer, eternamente.

A história não existe. A utilidade da história para a vida transmuta-se apenas pela arte, a história torna-se então um modo de afirmação da vida. O viver supra-histórico, sem a arte, a história tem muito pouco valor para o homem.

Somente porque a massa adotou uma idéia ou religião durante muito tempo isso não depõe a favor do seu criador, pelo contrário.

O super-homem já surgiu em várias partes do globo, em diversas épocas, em diversas culturas. Célere como o raio, porém o trovão das suas gestas ainda ecoa.

O super-homem é desejável.

domingo, 10 de julho de 2011

Tempestade Sacra



Sturmes Boten fern am Himmel
As tempestades levantam-se no horizonte longínquo,
Mit einer dunklen Flut aus Regen
Prenunciando em negras lufadas torrenciais,
Naht ein tobendes Gewitter
A violenta borrasca,
Bringt uns unheilvollen Segen
Que derrama sobre nós, bençãos desditosas.

Wir, die immer vorwärts blicken
Nós que sempre buscamos,
Keiner Seele etwas schulden
Almas impolutas,
Müssen jetzt durch Groll und Sühne
Devemos nós agora, entre o rancor e a contrição,
Eines Gottes Zorn erdulden
A fúria de um Deus padecer.

Eines Gottes, der da waltet
Um Deus que aqui impera,
Und uns richtet nur zugrunde
Conduz-nos a ruína,
Uns nur straft mit seinem Spotte
E castiga-nos com sua verdasca do escárnio,
Unaufhörlich schmerzt die Wunde
Fustigando nossas feridas pela eternidade.

Mag es stürmen, mag es hageln
Possam essas tempestades, possam essas ventanias,
Donner, Blitz und Ungeheuer
Trovões, raios e potestades,
Aus dem Himmel auf uns stürzen
Dos céus descender sobre nós,
Soll es brennen, dieses Feuer!
Ainda assim, essas flamas crepitarão!

Soll es brennen und uns schüren
Crepitarão ainda e animarão nosso espírito,
Für den nächsten Opfergang
Para o próximo sacrifício,
Kein Gott trübt des Menschen
würde
Nenhum Deus obscurecerá a humanidade,
Wir sind frei ein Leben lang
Tornaremo-nos livres por toda a nossa vida.

Ein Leben lang – sind wir frei
Por toda a vida, seremos livres,
Wir sind frei ein Leben lang
Nós somos livres por toda nossa vida...
Ein Leben lang – sind wir frei
Wir sind frei ein Leben lang

Devoção

terça-feira, 27 de julho de 2010

Na terra sempre haverá boiardos

A não existência de deus, é como uma espada pendendo sobre a cabeça dos fracos.

A não existência de deus implica em uma liberdade que massacraria a maioria dos espíritos humanos.

A liberdade de se poder fazer algo e saber que no fundo de tua alma não encontras o vigor e a força necessárias para fazê-lo.

Então, porque não deixar essas tarefas monstruosas, esses desafios colossais para deus?

Porque livrar-se de deus? O que fazer com uma liberdade inútil, que coloca objetivos a tua frente que vós jamais podereis completar, e que nas mãos de deus tudo estaria ao alcance? Alguns seres encontram o seu valor exatamente na servitude.

A existência de deus é imperativa para 99% da população mundial, a existência de deus, mesmo que não faça nenhuma diferença na conduta deles, pois materialistas e de visão curta sempre serão, é um conforto, acalenta o coração.

A existência de deus, a existência de uma ordem, de uma lei, que está além do poder deles, por isso não é de admirar que tantos governos infames prosperem sobre a terra, a falsa sensação de segurança, de ordem, para os tolos viverem.

E então muitos que chegam ao final de suas vidas questionam-se sobre a significância destas para o mundo, e veem então que elas foram medíocres e insignificantes, tendem a culpar a sociedade, a cultura, ou mesmo deus, quando na verdade deveriam culpar-se a si mesmos, pois a mediocridade dimana de si.

A maioria dos homens nasce para servir, é a ordem da natureza, não se pode igualar leões e ovelhas, é uma verdade que Aristóteles reconheceu, o sonho de Ivan IV, cognominado o terrível, de fazer todos os homens iguais, nas terras da santa Rússia, não passou de uma ilusão, na terra sempre haverá boiardos.