sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Um exército derrotado
Wir haben den Boden mit Blut getränkt
Nós embebemos o solo com sangue
Unsere Pferde durch einsame Weiten gelenkt
Nossos cavalos por solitárias vastidões cavalgaram
Glaubten uns verloren
Acreditando-nos derrotados
In stürmischer Nacht
Na noite tempestuosa
Und niemand hat uns’rer Seelen gedacht
Ninguém tem nossas almas em seus pensamentos
Durch Sturm und Schlamm
Através de tempestade e lama
Sind wir gefahren
Nós fomos conduzidos
Durch dieses Land
Através desta terra
Verwüstet - verbrannt
Devastada - queimada
Und niemand weiss um unsere Qualen
E ninguém conhece nossas agonias
Verloren - verbannt
Condenados - Exilados
Vergessen - verkannt
Esquecidos - Incompreendidos
Im Göttersturm fanden wir unser Ende
Na tempestade dos deuses encontramos nosso fim
In Not und Kampf
Na aflição e luta
In der Weltenwende
No crepúsculo dos mundos
Verzweiflung und Ohnmacht in blutigem Reigen
Desespero e desalento num baile sangrento
Dann nur noch Stille und Kälte und Schweigen
Depois apenas quietude e frio e silêncio.
Und einsam
E solitários
Liegen wir begraben
Aqui jazemos
In fernem Land
Em terras longínquas
Entwurzelt - verbrannt
Desterrados - incinerados
Und niemand weiss um unsere Taten
E ninguém conhece os nossos feitos
Verloren - verbannt
Condenados - Exilados
Vergessen - verkannt
Esquecidos - Incompreendidos
Wir liegen verlassen
Jazemos abandonados
Im Schatten der Eiche
Na sombra do carvalho
Selbst Treu’ uns niemals zum Ruhme gereichte
Certos de que a glória jamais será nossa
Wir blieben zurück
Nós ficamos para trás
Man kennt die Namen nicht mehr
As pessoas não conhecem nossos nomes mais
Verschmäht - vergessen
Rejeitados - Esquecidos
Ein verlorenes Heer
Um exército derrotado
Durch Steppe und Regen
Pelas estepes e chuvas
Sind wir gefahren
Fomos conduzidos
Durch dieses Land
Por esta terra
Verwüstet - verbrannt
Devastada - queimada
Und niemand weiss um unsere Qualen
E ninguém conhece nossas agonias
Verloren - verbannt
Condenados - Exilados
Vergessen - verkannt
Esquecidos - Incompreendidos
Und einsam
E solitários
Liegen wir begraben
Aqui jazemos
In fernem Land
Em terras longíquas
Entwurzelt - verbrannt
Desterrados - incinerados
Und niemand weiss um unsere Taten
E ninguém conhece os nossos feitos
Verloren - verbannt
Condenados - Exilados
Vergessen - verkannt
Esquecidos - Incompreendidos
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Brisa de verão
Van uit een nieuwe wereld treedt
De um novo mundo surgira
een man mij aan met enge kleed,
À mim um homem com tétricas vestes,
schittrend zooals ik nimmer zag,
Fulgente como eu jamais vira,
met 't hoofd zoo stralend als de dag.
Com a cabeça luzente como o dia.
Hij heeft geen enkel sieraad aan
Ele não possuia nenhum resquício
van slaafschheid en geen enklen waan,
De servitude ou engano.
maar hij is zuiver als een man
Mas ele é puro como um homem
naakt opgegroeid maar wezen kan.
Sem posses criado, mas fiel a si.
Hij heeft den arm in zuivre vuist,
Em seu braço um punho imaculado,
hij heeft het been tot zuivren voet,
Em suas pernas pés impolutos,
en om het trotsch gelaat, gekuischt,
Em sua briosa face, límpida,
hangt stil en hoog een sterke gloed.
Plácida e altaneira crepita uma poderosa flama.
Van uit een nieuwe wereld treedt
De um novo mundo surgira
een vrouw mij toe met hangend kleed,
Uma mulher em um vestido esvoaçante
zoo helder als ik nimmer zag,
Resplandecente como eu jamais vira,
het oog zoo stralend als de dag.
Seus olhos tão claros como o dia.
Zij heeft geen enkel sieraad aan
Ela não possuia nenhum traço
van schuwheid, en geen enklen waan,
De timidez, ou tampouco de delusão,
maar zij is zuiver als een glas,
Mas ela é pura como o cristal,
alsof ze zoo geboren was.
Como se da pureza nascida fosse.
Haar arm is in een zuivren hoek,
Seus braços em graciosos angulos,
in schoone stralen valt haar doek,
Belamente descaidos em suas vestes,
en om haar schoon gelaat gezond
E em seu semblante belo e jovial.
speelt 't helderst licht van keel en mond.
Radiantes luzes emanavam da boca e garganta.
Herman Gorter
John Liston Byam Shaw, The Woman, the Man, and the Serpent ~ 1911
terça-feira, 24 de julho de 2012
Untitled
Tu vieni a me con le tue armi
Tu vens a mim, com as tuas armas
con le tue bandiere
Com as tuas bandeiras
non piegherai la testa
Não abaixarás a cabeça
non guarderai a terra
Não olharás para o chão
porterai il tuo orgoglio fino al mio altare.Levarás teu orgulho ao meu altar.
Chi sei tu?
Quem és tu?
Che vuoi tu?
O que tu desejas?
Come intendi riverirmi?
Como pretendes reverenciar-me?
Chi vuole essere con me sarà il più abile
Quem quiser estar comigo será o mais hábil
Chi vuole essere con me non sarà mai noto
Quem quiser estar comigo jamais será notado.
Chi vuole essere con me sarà indispensabile
Quem quiser estar comigo será indispensável
Chi vuole essere con me non verrà mai premiato
Quem quiser estar comigo jamais será premiado.
Rinuncerai al tuo nome
Renunciarás ao teu nome
Rinuncerai al tuo volto
Renunciarás ao teu rosto
Rinuncerai all'arbitrio, all'orgoglio
Renunciarás ao arbítrio, ao orgulho
Tu mi darai la voce
Tu me darás a voz
Io ti darò il dolore
Eu te darei a dor
Tu mi darai la luce, l'Onore!
Tu me darás a luz, a honra!
Chi vuole essere con me avrà la mia bandiera
Quem quiser estar comigo possuirá a minha bandeira
Chi vuole essere con me non ne avrà mai più altre
Quem quiser estar comigo, para si não haverá outro.
Chi vuole essere con me stasera Quem quiser estar comigo, esta noite
resterà con me per sempre
Permanecerá comigo, para sempre
a me, per me, con me, per sempre.
A mim, por mim, comigo, para sempre
sábado, 21 de julho de 2012
Vom Nutzen und Nachteil der Historie für das Leben
Tradicionalismo: embota os sentidos do homem, estiola a vida mesma, muito embora provê raízes ao homem e um senso de pertencimento, sacraliza o passado seja ele bom ou não, e conserva por vezes coisas ou valores que não deveriam ser conservados, pontualmente. Tem sua utilidade, porém não deve dominar a sociedade.
Monumentalismo: Alimenta grandes almas e suas visões, num período de ostracismo, desespero ou cultura artificial, porém ao inflamar o homem e suas visões contra o mundo ou época, cega-o perante as circunstâncias e os métodos de sua situação hodierna, tenta-se recriar as causas para dar azo aos mesmos efeitos de outrora, reviver esses 'efeitos' artificialmente.
História Crítica: Libera o homem do jugo do passado 'ruim', porém libera-o do 'bom' passado outrossim, ata-o a seus contemporâneos, torna-o vil e injusto com a história, julgando o passado em função do presente, julgam... como se para isso tivessem autoridade... essa suposta 'objetividade' e 'frieza' com as quais se obrigam os historiadores modernos, esses operários coletores de documentos que não entendem e não podem entender o que estudam pois não está em sua natureza entender os feitos cometidos por homens de natureza diversa e especial.
A história não existe, existe sim um caos de circunstâncias, e motivos diversos brotados nos corações dos homens, completamente obscuros, mormente aleatórios e movimentados por quaisquer circunstâncias, não nos é permitido desvendar tais motivos por documentos.
A história não existe o que existe é um encadeamento de fatos projetados na realidade por motivos diversos incognitos, esse encadeamento é engendrado na cabeça dos historiógrafos, que assim pretender dar um caráter linear e coerente a história, o 'sentido histórico'.
Não existem leis históricas, essas leis se aplicam apenas as massas e as camadas inferiores da humanidade, são leis movidas a fome e ignorância. O homem excelente escapa a essas leis.
Não existe processo universal ou qualquer sentido histórico, esses conceitos absorvidos e operantes no hegelianismo. Um homem abandonar-se ao processo histórico universal significa rejeitar sua condição mesma humana volitiva e potente, ele se reduziria a ser parte da massa, um animal domesticado, eis o porque o entendimento histórico "científico" hegeliano-marxista é promovido nas universidades do mundo pelos Estados em detrimento de outros entendimentos.
O Estado é um meio, uma ferramenta, o homem não existe em função do meio, e sim o inverso.
Deus não existe... Ou existe? Provavelmente sim, porém a volição divina reduz-se as suas leis naturais(matemática, física), um Deus que não quer muito mais que essas leis e que não opera, não merece ser posto na equação das considerações hodiernas, o trabalho dele está feito, ele não nos concerne mais... A não ser artisticamente.
A questão niilista "para quê?" revela a mentalidade servil daqueles que necessitam de um mestre, orfãos de um poder. Responde-se isso com a Vontade Suprema inata. Não há nada atrás do homem, nada a frente, o sentido de si mesmo está em sua carne, sangue, ossos, cérebro e vontade, o sentido do homem é outorgado de si a si, nada mais.
Não há causa final, se houvesse já teria sido alcançada, o que existe é o infinito, in regressus e progressus, no infinito tudo aconteceu e voltará a acontecer, eternamente.
A história não existe. A utilidade da história para a vida transmuta-se apenas pela arte, a história torna-se então um modo de afirmação da vida. O viver supra-histórico, sem a arte, a história tem muito pouco valor para o homem.
Somente porque a massa adotou uma idéia ou religião durante muito tempo isso não depõe a favor do seu criador, pelo contrário.
O super-homem já surgiu em várias partes do globo, em diversas épocas, em diversas culturas. Célere como o raio, porém o trovão das suas gestas ainda ecoa.
O super-homem é desejável.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Sala dos Espelhos
Der junge Mann betrat eines Tages einen Spiegelsaal,
O jovem homem adentrou um dia a sala dos espelhos,
und entdeckte eine Spiegelung seines Selbst.
E descobriu uma imagem refletida de si.
Sogar die größten Stars
Até mesmo os maiores astros
entdecken sich selbst im Spiegelglas'.
Descobrem-se no cristal do espelho.
Manchmal sah er sein wirkliches Gesicht,
Algumas vezes, ele via seu rosto de sempre,
und manchmal einen Fremden, den kannte er nicht.
E outras vezes, um desconhecido, completamente estranho.
Sogar die größten Stars
Até mesmo os maiores astros
finden ihr Gesicht im Spiegelglas'.
Encontram seus rostos no cristal do espelho.
Manchmal verliebte er sich in seinem Spiegelbild',
Algumas vezes ele se apaixonava pela própria imagem,
und dann wiederum, sah er ein Wahnbild.
E então, novamente, via uma alucinação.
Sogar die größten Stars
Até mesmo os maiores astros
mögen sich nicht im Spiegelglas'.
Não gostam de si mesmos, no cristal do espelho.
Er schuf die Person, die er sein wollte,
Ele criou a pessoa que queria ser,
und wechselte in einer neunen Persönlichkeit.
e mudou-se em uma nova personalidade.
Sogar die größten StarsAté mesmo os maiores astros
verändern sich im Spiegelglas'.
Metamorfoseiam-se no cristal do espelho.
Der Kunstler lebt im Spiegel
O artista vive no espelho
mit dem Echo seines Selbst.
com o eco de si.
Sogar die größten Stars
Até mesmo os maiores astros
leben ihr Leben im Spiegelglas'.
Vivem suas vidas no cristal do espelho.
Sogar die größten Stars
Até mesmo os maiores astros
machen sich zurecht im Spiegelglas'.
Adornam-se no cristal do espelho.
Sogar die größten Stars
Até mesmo os maiores astros
leben ihr Leben im Spiegelglas'.
Vivem suas vidas no cristal do espelho.
sábado, 9 de junho de 2012
Azurro
Cerco l'estate tutto l'anno
Desejo o verão o ano todo
e all'improvviso eccola qua.
E de repente, ei-lo aqui.
Lei è partita per le spiagge
Ela partiu para o litoral
e sono solo quassù in città,
E estou sozinho aqui na cidade,
sento fischiare sopra i tetti
Ouço o rumor sobre os telhados
un aeroplano che se ne va.
De um avião que se vai.
Azzurro,
Azul,
il pomeriggio è troppo azzurro
O entardecer é muito azul
e lungo per me.
E longo para mim.
Mi accorgo
Eu noto,
di non avere più risorse,
Não possuir nenhum alento
senza di te,
Sem você,
e allora
E então,
io quasi quasi prendo il treno
Eu quase quase pego o trem
e vengo, vengo da te,
E venho, venho a ti,
ma il treno dei desideri
Mas o trem dos desejos
nei miei pensieri all'incontrario va.
Nos meus pensamentos ao contrário vai.
Sembra quand'ero all'oratorio,
Parece quando eu estava no oratório,
con tanto sole, tanti anni fa.
Tão ensolarado, tantos anos fazem.
Quelle domeniche da solo
Aqueles domingos solitários
in un cortile, a passeggiar...
Em um pátio, a passear...
ora mi annoio più di allora,
Agora me entedio mais que antes,
neanche un prete per chiacchierar...
Nem mesmo um padre para conversar...
Azzurro,
Azul,
il pomeriggio è troppo azzurro
O entardecer é muito azul
e lungo per me.
E longo para mim.
Mi accorgo
Eu noto,
di non avere più risorse,
Não possuir nenhum alento
senza di te,
Sem você,
e allora
E então,
io quasi quasi prendo il treno
Eu quase quase pego o trem
e vengo, vengo da te,
E venho, venho a ti,
ma il treno dei desideri
Mas o trem dos desejos
nei miei pensieri all'incontrario va.
Nos meus pensamentos ao contrário vai.
Cerco un pò d'Africa in giardino,
Procuro um pouco da África no jardim,
tra l'oleandro e il baobab,
Entre o Oleandro e a Baobá,
come facevo da bambino,
Como fazia quando criança,
ma qui c'è gente, non si può più,
Mas aqui tem pessoas, não posso mais,
stanno innaffiando le tue rose,
Estão regando as tuas rosas,
non c'è il leone, chissà dov'è...
Não tem o (dente de) Leão, onde estará...
Azzurro,
Azul,
il pomeriggio è troppo azzurro
O entardecer é muito azul
e lungo per me.
E longo para mim.
Mi accorgo
Eu noto,
di non avere più risorse,
Não possuir nenhum alento
senza di te,
Sem você,
e allora
E então,
io quasi quasi prendo il treno
Eu quase quase pego o trem
e vengo, vengo da te,
E venho, venho a ti,
ma il treno dei desideri
Mas o trem dos desejos
nei miei pensieri all'incontrario va.
Nos meus pensamentos ao contrário vai.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Nossignore
Io sono il contadino
Eu sou o camponês
nel tuo alto medio evo
Na sua alta idade medieval
una vita miserabile
Uma vida miserável
io mi spezzo e poi mi piego
Eu me quebro então e me curvo
ma la Rivoluzione
Mas a revolução
mi ha dato la terra
Me deu a terra
un acquedotto ed un trattore
Um aqueduto e um trator
un'educazione per i miei figli
Uma educação para os meus filhos
un ospedale, una stazione.
Um hospital, um estação.
Ha lanciato una bonifica
Começou-se uma revitalização
se aspettavo il mio signore
Se eu esperasse os meus senhores,
starei ancora in una bettola
Estaria ainda em uma cabana,
a scacciare le zanzare.
A caçar mosquitos.
Io non ho signore
Eu não tenho Senhor
Io ho una Nazione
Eu tenho uma Nação
Io non ho padrone
Eu não tenho Mestre
Io ho una Nazione
Eu tenho uma Nação
Io sono il monaco
Eu sou o monge,
io predico e confesso
Eu prego e confesso,
ho un ruolo chiave
Tenho um molho de chaves,
che rallenta ogni forma di progresso.
Que retarda qualquer forma de progresso.
La Rivoluzione mi ha tolto tutto
A revolução me tomou tudo,
ma solo in apparenza
Mas somente em aparência,
sarò sempre un ospite gradito
Serei sempre um hóspede apreciado
dove resiste l'ignoranza
Onde resiste a ignorância.
io consolo le mie anime
Eu consolo as minhas almas
e leggo il mio breviario
E leio o meu breviário
e pur di sopravvivere
E para sobreviver
faccio entrare lo straniero!
Faço entrar o estrangeiro!
Io non ho signore,
io ho una Nazione.
Io non ho padrone
io ho una Nazione.
Io sono il guerriero
Eu sou o guerreiro
sono quello sul cavallo
Sou aquele sobre o cavalo
io impongo il volere del mio padrone
Eu imponho a vontade dos meus mestres
in un costume di metallo
Em uma roupa de metal
sono nato con un titolo
Nasci com um título
e per questo coi miei pari
E por isso com meus companheiros
siamo spietati con i deboli
Somos arrogantes com os fracos
e servili coi signori.
E servis com os senhores
La Rivoluzione ci ha sorpeso
A revolução nos surpreendeu.
ci ha ridotti ed appiedati
Nos reduziu e nos desmontou
ci controlla con l'esercito
Nos controla com o exército
di giovani soldati.
De jovens soldados.
Io non ho signore,
io ho una Nazione.
Io non ho padrone
io ho una Nazione...
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