Mostrando postagens com marcador Silêncio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Silêncio. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Existe beleza no silêncio

Existe beleza no silêncio, em estar somente consigo, vis à vis com a própria mente, num embate eterno que caracteriza o homem. E quando se batalha o suficiente, então a paz interna erige, e se faz o estandarte do ser.

Assim o homem se torna rocha e martelo, impenetrável e inexorável, não há mais fissuras, as rachaduras não medram mais, expondo o interior suave e macio, mas sim o que se mostra, é a dureza férrea, e o que se transmuta do interno para o externo é a manutenção do espaço inexpugnável onde o homem pode tornar-se a si mesmo, seguir sua natureza. Que mormente, é nobre.

A cultura, a civilização, e as vezes o próprio homem, tentarão dissolver o verdadeiro Eu, o que é divino no homem, o Logos, cabe ao homem lutar e escolher manter-se inteiro, ou dissolver-se na solução iníqua da civilização moderna.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Que minhas palavras não sejam dissolutas

Por vezes esquecemos do poder das palavras, dos sons que pronunciamos, somos levianos em relação ao que dizemos, ou falamos mas não queremos dizer nada, entabulamos conversas inúteis e vis com gente a quem não deveríamos dirigir a palavra. Nossa conversa torna-se corrupta, nosso pensamentos em consequência tornam-se nebulosos.

Principalmente quando rodeado de pessoas vulgares, o homem honesto deve manter um silêncio estóico até o momento em que possa deixar o iníquo grupo. Falar de alguém sem que a pessoa esteja presente é uma atitude desonrosa, a não ser que seja para elogiar tal pessoa. Contudo, conversar sobre pessoas em si já é de mau gosto, pessoas, a não ser que sejam ilustres, jamais deve ser tema da conversa de um homem de bem.

As palavras tem consequências internas, em nossa mente elas reforçam símbolos e arquétipos, e reforçam associações de pensamentos, que influem em nosso comportamento, quando sucumbimos ao modo de falar do vulgo, sucumbimos outrossim a sua estrutura psíquica, dissolvemos nossa identidade nesse arquétipo hediondo de vulgaridade e vício.

Devemos fazer o possível para que nossas palavras sejam puras, honestas e belas. As palavras são parte de você, são a vocalização de sua essência interior, a beleza e a virtude devem envolver teus pensamentos e consequentemente as tuas palavras. É um modo de escapar ao caos e devassidão do vulgo.

O silêncio é a nobreza, é o nectar mais puro para a mente, quando as palavras são abundantes, mesmo as virtuosas, elas podem causar confusão em seu coração e desviar o homem de suas diretivas primordiais. O homem deve passar a maior parte de seu dia em silêncio, absorto em seus pensamentos, encarnando-os em suas ações cotidianas, muitas palavras podem ser um empecilho, e podem desviar o homem de seus pensamentos corretos.

Deixe que a ação seja a sua eloquência, no fim de tudo o que valida o homem são suas ações e não palavras.

domingo, 16 de março de 2014

Leitura

A leitura deve ser um tipo de meditação, silenciosa, profunda. Quando se lê em voz alta, muito do conteúdo lido se dissipa no som de nossa própria voz, idealmente somente aquilo que já foi lido em modo de meditação, se pode ler em voz alta sem nenhuma perda de conteúdo.

Há virtude no silêncio, uma vez que conta algo pessoal a alguém, o significado daquilo perde-se um pouco para você, é algo inconsciente eu diria, reter o peso psicológico de não se confessar, seria o inverso de se confessar, quando é algo bom e você não conta a ninguém, a benevolência desse projeto, evento ou fato, cresce em seu espírito.