domingo, 4 de abril de 2010

Da alma do artista moderno



Muitas são as simples minudências

Do escritor de modernas tendências

Esses seres que me aviltam,

Cantarei esses biltres, malgrado mo permitam


O sorriso amarelo, o simples jeitinho

Poetam sentimentos e coisas sem sentido

Dos “inhos” nojentos sempre mestres no escarninho

De emoções puras signo vil hão mantido


Essa raça inferior, vis celerados

Dominam tudo e dominam nada

Tudo, em qualquer lugar coalham e são encontrados

Nada, arte por eles é execrada


São todos tão humanos e sensíveis

Na falta de talento patente

No escrever são bastante sofríveis

Da literatura, não alcançam céu arquipotente


Mistura são de movimentos pífios

De belo não lhes restam nem resquícios

Realistas pútridos é o que são

Destarte não possuem nem o vão


Voam baixo como mosquitos

Da potência nunca alcançam a plenitude

Poesia de baixa magnitude

São da literatura os detritos


São publicados com certeza

Nestes tempos de degustada imundície

De intelectuais impõe-se grandeza

Não passam de mais fina ralé da tolice


Anárquicas revoluções de auto-expressão

Querem escapar eles a superpopulação

Não sendo mais um na multidão

Custando isso da arte a violação


São muito fracos por certo

Incultos e inférteis os quero por perto

Que contemplando a arte decadente

O poder da antiguidade sinto em mim vivente


05/07/2006

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Memórias póstumas de Brás Cubas (2001) [Resenha]




E aqui temos esse filme, baseado na obra de Machado de Assis, que para ser sincero, eu nunca li, mas mesmo assim ousarei dar minha opinião no que toca o filme.

O filme à princípio pareceu-me bom, a estória começou a ser contada com muito espírito, e bastantes cenas joviais, que tornaram o filme agradável de ver. Durante todo o filme cenas de humor leve estão salpicadas aqui e ali, o que é uma qualidade, mas a medida que Brás vai contando sua estória, e até o fim do filme, você percebe que não acontece nada, digo é apenas a estória de um aristocrata comum nos tempos do império, a vida de Brás não sofre nenhuma reviravolta, nenhuma depressão ou ascensão, o personagem simplesmente vive, e devo dizer que a conclusão que o personagem chega no final da estória, é meio tola, creio que não parecerá assim à naturezas mais ou menos niilistas, mas assim me pareceu.

A estrutura em que a estória é contada também é deveras interessante, o personagem morre, ressuscita espiritualmente, por assim dizer, e começa a contar sua estória, do fim ao começo e do começo ao fim, o que é sempre interessante.

A narrativa é bastante agradável, penso que isso seja mérito do senhor Machado de Assis, o personagem capta a atenção em sua agradável narrativa e você não consegue parar de assistir, por mais que não aconteça nada.

Enfim, se você busca um filme de leve digestão intelectual, com bastantes cenas humor inteligente, e alguns insights filosóficos, não se desapontará com esse.

domingo, 7 de março de 2010

Harry Brown



Melhor que o Potter.

Looking for Europe

Da inveja como atestado de inferioridade

A inveja a meu ver é o pior dos sentimentos, ela te faz estagnar, e coloca um ódio vão na sua alma, um ódio compartilhados pelos escravos e homens inferiores.

Diria que é tipicamente um sentimento feminino, o que torna mais infame ainda para um homem permitir-se a ela.

Há várias razões que levam os seres humanos a sentir inveja, não sei de todas, sei apenas das que observo e me foram permitidas constatar através do meu intelecto.

Dizem que há uma inveja boa, aquela que vos faz aspirar à grandes coisas na vida, mas discordo, à isso chamo ambição.

Tendo a acreditar que a inveja seja um sentimento inerentemente passivo-destrutivo, o principal escopo da inveja é exatamente a degradação e o nivelamento por baixo, seres que não se levantam e ascendem por si, corroem e infectam o ambiente ao redor de uma pestilência incrívelmente repugnante, algumas vezes, isso pode ser sutil, são seres tão aborrecidos, que a mera existência deles é um insulto aos homens de alma superior.

E note-se, essas pessoas são quase sempre materialistas extremados, dão um valor imenso às coisas materiais, nada de saudável devo dizer, uma psiquê deturpada, vivem de imagem, querem sempre mostrar-se de condição financeira superior a que possuem, e passam fome se assim puderem vestir-se mais elegantemente. Tudo isso para compensar sua superficialidade de espírito e o vácuo que possuem entre as orelhas, deveras, a existência desses animais é um triste capítulo na história da humanidade que repete-se ciclicamente, a reverberação de um tempo em que os homens viviam na miséria, e o gênero humano ainda era pobre.

Em uma escala maior a inveja se vê representada pelo esquerdismo e suas variantes, como feminismo, direitos civis, igualistarismo, et cetera... Como dizia Nietzsche os socialistas singram em torrentes de inveja, e com efeito a inveja os faz flutuar, o que fosse justificado talvez no começo do século passado, mas hoje não é.

Especialmente nos tempos hodiernos, os abutres políticos rapinam sobre o que sobrou da civilização ocidental, e esses anões que outrora vociferavam "justiça!", são os que outorgam a justiça hoje pois a massa mesquinha que se identificava com eles, os elevou ao poder, e a lógica torta pela qual eles vivem foi ao poder junto, a inveja assim tornando-se a própria ideologia sistema.

Destarte, qualquer um que não se enquadra no estereótipo de "oprimido" seja de qualquer natureza, terá contra si o peso de todo o establishment, se porventura vier a conquistar algo na vida.

O que não é de todo ruim, convenhamos, para o homem nobre sempre foi um privilégio ter toda a massa covarde e invejosa contra si, é quase como um patente signo de batalha forjado em seu espírito.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nobel da paz

Quem acertar essa pergunta ganha um nobel da paz.



Para preservar a paz no mundo e fomentar a concódia e fraternidade entre as nações basta:

a) Criar marcos regulatórios para grandes empresas multi-nacionais explorarem de modo sustentável e ético a mão de obra e os recursos naturais de países pobres.

b) Reduzir investimentos na industria armamentista, assinar tratados de não proliferação nuclear.

c) Reduzir o protecionismo ecônomico, diminuir as barreiras comerciais, combater os subsídios agrícolas com foco em um comércio mais justo com os países em desenvolvimento.

d) Ser negro e enviar mais de 30.000 homens para morrer em uma guerra de agressão para impor os seus valores de "democracia" sobre uma população independente.

Se você escolheu 'd', parabéns, você é um forte candidato a receber esse maravilhoso prêmio nobel.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Meu cachorro morreu

Afogado na piscina hoje, eu o encontrei.

Ele estava deitado já há um bom tempo no corredor de casa, e das vezes que eu saia do quarto lá estava ele. Trinta minutos antes de ele se afogar, eu tinha saido do quarto e vi ele lá. Então quando saí pela ultima vez ele não estava lá, fui assistir tv por uns instantes no quarto de minha mãe, depois fui procurá-lo, não o achei em lugar algum, daí quando aproximei-me da piscina, vi o pequeno corpo no fundo, havia algo como um pouco de sangue perto de sua boca, e um pouco de fezes na parte de trás de seu corpo, fico imaginando a sua luta para tentar sair de lá, seu ultimo sopro de vida enquanto a água invadia seus pequenos pulmões... quando tirei seu corpo da água seus olhos mortos, fixavam-se languidamente no nada, olhos outrora tão cheios de vida e felizes.

Estou muito consternado, era apenas um filhote de 2 meses, mas eu o estimava muito. É um capricho miserável do destino uma morte dessa forma.

Meu coração está estilhaçado.