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domingo, 12 de março de 2017

Eu vivo em tempos decisivos

Texto escrito em 12/10/2016

Eu vivo em tempos decisivos. Para o mundo, para o espírito dos tempos, ao que se resumem as eleições americanas, onde poderemos ver uma renascimento do nacionalismo, ou o fim das identidades nacionais e decaimento completo do ocidente.

Isso não deveria me afetar porém, isso eu não posso controlar, o que eu posso controlar são minhas motivações, virtudes, desejos, honra. Não coisas externas, materiais, a vontade de outras pessoas. Ainda assim tudo isso é tão excitante, estar assim a beira do abismo, eu gostaria também de participar desse ativismo nos EUA, lutar por essa causa, mas ao destino soeu eu ter nascido bem longe. Mesmo assistir como terceiro é excitante.

Não devo me esquecer que essa batalha é aparente, a verdadeira batalha ocorre em mim, em como eu sucumbo ou não a vileza do mundo, e sujo meu espírito no monturo da desonra. Se eu me mantiver limpo, meu mundo interno estará limpo, portanto todas as coisas mesmo externas se revestirão dessa pureza. Eu não devo me excitar demais ou me abater com o resultado da política ou de coisas externas. 

Minha visão do que eu devo fazer para viver dignamente é clara, no fundo todos nós sabemos porque somos corruptos e como deixar de ser corruptos, na maior parte do tempo não fazemos porque é mais prazeroso continuar vivendo na sujeira do que se elevar e viver de acordo com a natureza.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Trump garante a nomeação

Saudações, bons amigos, quero explicitar aqui minha felicidade com a nomeação de Donald John Trump para ser candidato a presidente pelo partido republicano, deveras, esse ciclo de eleições dos EUA eu acompanharei com acentuado interesse, e se de fato Trump vencer, será um mandato no mínimo diferente, ao menos no modo como os EUA conduzem sua política externa.

Ademais, confesso também minha curiosidade em saber como Trump se sairá como estadista.

Jamais achei que os EUA pudessem eleger um político do calibre de Trump, com idéias tão incomuns do que as que são vistas no cenário americano. E com efeito talvez não elejam, a consagração ou não de Trump será um marco, e evidência do caráter demográfico da América, os Estados Unidos podem continuar como potência ou se tornar um leviatã impotente, como o Brasil.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Derrota de Trump?




Desde o meio do ano passado venho acompanhando com interesse a disputa pela nominação republicana, isso porque houve um candidato que me surpreendeu com suas propostas e posições, Donald John Trump. Confesso que para mim antes ele era uma celebridade qualquer americana, e suas posições políticas eu as achava genéricas, porém ano passado talvez, ou antes, algo mudou no que ele propunha, houve um estalo, e suas posições começaram a ficar cada vez mais nacionalistas, mais contrárias aos políticos que estão no poder, tanto republicanos quanto democratas.

Dizem que essa mudança ocorreu devido a leitura do livro escrito por Ann Coulter, "Adios America" que trata da imigração, criminalidade e da dissolução da identidade cultural da população americana. Seja como for, as posições de Trump atualmente são bastante diferentes de todos os candidatos pela nominação a presidência pelo partido republicano.

Trump não é o candidato comum republicano, que defende um controle maior sobre a imigração ilegal, mas nada radical; impostos mais baixos, nenhuma ou pouca intervenção estatal na economia, lealdade irrestrita e subserviente a Israel, contra o aborto, contra o casamento gay etc, etc.

O que Trump defende: Construção de um muro colossal na fronteira, que será pago pelo México, caso contrário este país perderia todos os benefícios de acordos comerciais que tem com os EUA, como NAFTA, e outras isenções fiscais para seus produtos.

Deportação imediata de todos os imigrantes ilegais, essa medida em particular horrorizou a mídia e seus colegas republicanos pretendentes a nomeação do partido.

Banimento temporário de toda imigração muçulmana para os EUA, até que essa possa ser feita de modo seguro através de um sistema eficaz de filtragem para evitar terroristas.

Taxação dos produtos de empresas americanas que terceirizam sua fábricas em outros países.

Reaparelhamento das forças de defesa nacional e readequação dos programas de apoio aos veteranos

Entre outras.

Trump impôs o tom da campanha começando em junho do ano passado e visto seu sucesso nas pesquisas logo os outros candidatos adotaram esse tom, conspícuamente Ted Cruz.

IOWA

Ontem aconteceu o caucus do estado americano de Iowa, caucus são assembleias onde os eleitores registrados no partido republicano ou democrata fazem as votações sobre qual pré-candidato hão de escolher, cada condado escolhe seus delegados que por sua vez escolhem os delegados dos distritos, esses são os tem voto na escolha final do candidato.

Ted Cruz é filho de um pregador Evangélico, e em sua campanha sempre ressaltou sua piedade e devoção a fé cristã, a maioria da população em Iowa é luterana evangélica, e deve-se supor que grande parte dos republicanos registrados também devem comungar dessa crença.

Ted Cruz é um conservador clássico, sempre teve essa posição política, e segue os cânones do conservadorismo americano de acordo, é uma aposta sem erro para uma população religiosa e rural como a de Iowa.

Os jornais clamam que a candidatura de Trump perdeu momento, que foi um golpe duro, etc, etc, ora, dos 30 delegados de Ia. Cruz conseguiu 8, Trump 7, Rubio 7. Sim, Trump perdeu no número total, mas considerando contra quem ele competia, e em que população ele pleiteava, seus resultados são satisfatórios sim.

Ademais, já ouviram falar do presidente Mike Huckabee, ou do Presidente Rick Santorum? Não? Pois foram esses os vencedores do caucus de Iowa respectivamente em 2008 e 2012. 

É claro que os liberais e conservadores vão jactar-se dessa primeira vitória, e tentar ganhar momento, mas não conseguirão, assim como os dois acima citados não conseguiram, pois o trem de Trump está rolando a todo vapor e continuará rolando até a vitória, para fazer a América se tornar grande novamente.