Mostrando postagens com marcador ódio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ódio. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de outubro de 2020

O perdão como mecanismo psicológico de regeneração e cura

O perdão como mecanismo psicológico de regeneração e cura, do esquecimento do rancor que aleija o homem impotente que não pode se decidir à ação, seja por distância temporal ou espacial, o rancor essencialmente como uma tela vítrea pela qual toda luz do mundo que chega a tua mente é tingida pela angústia, o ressentimento do dano recebido, a ansiedade de não poder retorquir, e o culto desses sentimentos nefastos numa mente que se torna cada vez mais perturbada até o ponto de quebra.

Ao se focar e ressentir do dano recebido o homem involuntariamente atrela a existência do ser por ele odiado à sua própria, sempre remoendo o passado, sua ferida, e sua raiva que o consome, assim ele sofre constantemente, sofre por seu rancor, sofre por não obter a exação de sua vingança tão anelada.

Um perpétuo sofrer, um perpétuo anelar.

Ainda mais, uma perpétua lembrança do ser odiado. Ora porque alguém manteria em sua mente a imagem de seus inimigos senão em vista da vingança? 

Ou seja, para usar o ódio como energia. 

Mas o ódio consome a pessoa que o sente, nunca será saudável, tirar energia do ódio é o mesmo que queimar a própria vida, a verdadeira coragem vem do amor.

Quando a vingança torna-se inverossímil, ou um fardo demasiado pesado para carregar, o homem pode escolher desatrelar de si a figura de seu ofensor, e todos os sentimentos nocivos atrelados a ele. Em verdade o perdão é um modo de deixar para trás um evento traumático, esquecer, recomeçar, soltar o fardo de sentimentos negativos. Nesse ponto o perdão se torna panaceia de quem perdoa e não do perdoado, um dos modos de não desperdiçar sua vida em ódio e rancor, pois como dissera o adágio "rancor é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra".

domingo, 12 de abril de 2020

Aprenda a operar sob o ódio alheio

Muitas religiões apregoam que as pessoas que odeiam, são na verdade ignorantes da verdadeira natureza do mundo e de Deus. Isso talvez seja verdade, mas quando se trata de relações pessoais isso se figura de outro modo a meu ver.

Muitas vezes pensamos que pessoas que nos odeiam ou querem mal, o fazem porque realmente não nos conhecem, não sabem de nossas qualidades ou verdadeiros sentimentos.

Mas a verdade é que na maioria dos casos, mesmo se a pessoa conhecesse os recônditos do teu coração, ela continuaria a te odiar.

A razão? Miríade de fatores, todos quais tu não tens controle algum. Talvez alguém parecido contigo tenha machucado essa pessoa no passado, talvez ela odeie a sociedade e tu representes a sociedade em seus olhos, talvez a maldade seja algo que dê picos de dopamina a essa pessoa e odiar e oprimir alguém outorgue a ela um prazer nefasto.

Afinal, a humanidade não é parcimoniosa na produção de indivíduos assim.

Para que essas pessoas parassem de te odiar, tu terias que corromper tua natureza e desviar totalmente de quem és. Para alguns até isso, converter-te ao campo delas, não seria suficiente, elas quereriam ver-te derrubado, alquebrado, humilhado, com todos teus sonhos estilhaçados pelo chão.

Que fazer perante isso? Apesar de ser doloroso, tens de aprender a aceitar o ódio e a maldade das pessoas, é uma realidade do mundo. Além, ser odiado por alguns tipos constitui um signo de honra no homem bom.

Operar na busca de teus sonhos, sob o ódio alheio é uma necessidade, aprender a ignorá-lo como a um ruído branco, e a rejeitar a negatividade, é uma dura lição.